(Onetti em Madrid, em sua possição predileta: deitado e entornando garrafas de vinho)
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
"Envelhecer", crônica de Pedro Salgueiro para O POVO (12.10)
Deus (ou a natureza, ou seja lá no/em que ou quem acreditemos) nos dá a sabedoria de irmos vivendo sem pensar muito no nosso inevitável envelhecimento. Na verdade não nos preparamos para essa complicada fase da vida (hoje tão eufemisticamente nomeada). Vamos indo rio abaixo (ou acima, quem sabe?) meio que ao sabor da corrente e do vento. Às vezes de canoa, outras no duro nado de peito. Mas verdade que dia menos noite nos deparamos com a “idade” chegando: uma dorzinha nas costas, um porre que demora mais do que de costume a passar, aquela torção de tornozelo que se curava por si dois dias depois do joguinho de futebol e que agora nos maltrata por meses.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
"Sânzio de Azevedo de Gaveta", de Pedro Salgueiro.
(Foto de Francisco Viana, jornal O POVO)
Conheço Sânzio de Azevedo desde a década de 90 do século passado. Vi-o pela primeira vez no lançamento do livro Moreira Campos em quadrinhos, organizado pelo mestre Geraldo Jesuíno, no Salão Nobre da reitoria da UFC. Trocamos conversas e livros e vamos construindo uma amizade que espero seja para sempre.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
"Escritor Cotonete", por Pedro Salgueiro (6.10)
Um dos fatos que me fazem acreditar que estou ficando irremediavelmente mais velho é a quantidade de jovens escritores que me pedem para ler seus originais de livros e, claro, para dar minha modesta opinião sobre suas criações literárias. No início estranhava um pouco, dava a desculpa de que não era especialista nem nada, que mal sabia avaliar os meus minguados continhos etc. e tal. Mas com a insistência dos jovens colegas de ofício fui que fui aceitando ler e avaliar e meter o bedelho em algumas coisitas que achava de mau gosto ou fora do lugar, mas sempre com o pé atrás: afinal, quem sou eu para julgar uma pretensa obra de arte? Sequer fiz uma faculdade de Letras, sou um autodidata em tudo na vida, minha leituras são por demais anárquicas e só obedecem aos meus gostos pessoais. E além do mais sei, por experiência própria, que todo mundo é um pouco vaidoso e que no fundo não aceita bem uma interferência externa, principalmente se for negativa, mesmo que a procure.
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