Foi durante um período de férias em Fortaleza, na casa do meu querido e sempre atento amigo, o escritor Pedro Salgueiro, mas não lembro a circunstância exata, que ele me falou de Emmanuel Bove. Na verdade o Pedro não falou de Emmanuel Bove (1898-1945), apenas mencionou seu nome, assim de passagem, e, gentil como todos os cearenses que conheço, além de já ter me emprestado seu apartamento, no final da estadia ainda me ofereceu um presente inestimável para quem, assim como você, ama a literatura: um livro, no caso, Meus amigos, de Emmanuel Bove - e com esse livro a possibilidade de descobrir um autor raro, de altíssimo nível.
O adjetivo raro, aqui, cabe bem. O verbo descobrir também. E mesmo a maneira quase casual com que o nome de Emmanuel Bove foi inserido na nossa conversa, lateralmente, de passagem, como que por acidente.






