Um homem como outro qualquer
Desprezando a ostentação de brilhantismo, José Paulo Paes escrevia para pessoas que, como ele, não tinham formação universitária. Trabalhava numa perspectiva na qual a cultura mantém a vocação universalista e democrática.
por Rodrigo Naves
José Paulo Paes era um homem avesso a ênfases no escrever, no falar e no proceder. Detestava chamar a atenção e seu comportamento discreto era, num homem constante, talvez a constância predominante. Em situações sociais, parecia se ocupar sobretudo com sua bengala, girando-a lentamente diante dos olhos. Chegou mesmo a homenageá-la:
contigo me faço
pastor do rebanho
de meus próprios passos.
contigo me faço
pastor do rebanho
de meus próprios passos.




