A VERDADEIRA SENHORA DO DESTINO: o mundo cada vez mais vasto de Maria Valéria Rezende
A Valentina, que sem saber me deu um presente tanto para o leitor quanto para o homem, em termos de literatura, amizade e aprendizado de vida. Aqui vai meu agradecimento tardio.
Já contei essa história algumas vezes, mas nunca por escrito:
Um dia, em 2001, encontrei na minha caixa de correio, o exemplar de um livro. Nunca ouvira falar da autora ou da editora. Uma carta o acompanhava:
Prezado Senhor,
Tomei a liberdade de pedir seu endereço para a ***********[o nome da pessoa não vem ao caso].
Maria Valéria Rezende é minha irmã. Sua história de vida, um tanto quanto movimentada e rica, aliada a sua sensibilidade, fez dela uma escritora, conforme atesta Frei Betto no prefácio de “Vasto Mundo”.
É com muito orgulho que me envolvo pessoalmente no lançamento de seu primeiro livro de ficção.
Etc etc. Fiquei muito bravo. Que folga! Que petulância! Imediatamente liguei para A TRIBUNA solicitando encarecidamente que não fornecessem mais meu endereço em situações similares, em hipótese alguma. Já pensou? Devia de ser uma senhorinha, como tantas as há, que transitam entre a coluna social e o exercício do beletrismo (o nome todo indicava isso: Maria Valéria Vasconcelos Rezende). Como moro na Baixada Santista, sempre fugi de um certo tipo de lançamento bem provinciano, sempre evitei fazer resenhas que só serviriam para vivificar a fogueira das vaidades locais.
Já contei essa história algumas vezes, mas nunca por escrito:
Um dia, em 2001, encontrei na minha caixa de correio, o exemplar de um livro. Nunca ouvira falar da autora ou da editora. Uma carta o acompanhava:
Prezado Senhor,
Tomei a liberdade de pedir seu endereço para a ***********[o nome da pessoa não vem ao caso].
Maria Valéria Rezende é minha irmã. Sua história de vida, um tanto quanto movimentada e rica, aliada a sua sensibilidade, fez dela uma escritora, conforme atesta Frei Betto no prefácio de “Vasto Mundo”.
É com muito orgulho que me envolvo pessoalmente no lançamento de seu primeiro livro de ficção.
Etc etc. Fiquei muito bravo. Que folga! Que petulância! Imediatamente liguei para A TRIBUNA solicitando encarecidamente que não fornecessem mais meu endereço em situações similares, em hipótese alguma. Já pensou? Devia de ser uma senhorinha, como tantas as há, que transitam entre a coluna social e o exercício do beletrismo (o nome todo indicava isso: Maria Valéria Vasconcelos Rezende). Como moro na Baixada Santista, sempre fugi de um certo tipo de lançamento bem provinciano, sempre evitei fazer resenhas que só serviriam para vivificar a fogueira das vaidades locais.






