Gênios da raça 08/03/2013 (Jornal O Povo)
Mansidão da terra
Da seca de 1958 em Limoeiro do Norte à militância na Fortaleza dos anos 1980, o músico e escritor Eugênio Leandro rememora os caminhos que escolheu trilhar
Numa manhã quente, encandeada pela luz refletida do mar, aconteceu o encontro. Olhando para o Estoril fechado, o músico e escritor Eugênio Leandro se desmancha em saudosismo. “Foi aqui que tudo começou. Aqui lancei todos os meus discos”. A Praia de Iracema é um dos recantos mais amados do telúrico irremediável. Lugar de plena efervescência artística durante a década de 1980. A caminhada pela rua dos Tabajaras foi marcada de boas lembranças.
Fugindo da seca de Limoeiro do Norte, o pai e a mãe de Eugênio o fizeram nascer em Fortaleza, mas, antes mesmo de completar um ano, o menino retornou ao berço interiorano devido a uma proposta de emprego que o pai recebeu. “Eu era o ‘menino de Fortaleza’, as pessoas achavam isso importante, mas eu não sabia o que era aquilo, ficava incomodado”. Somente seis anos depois, ele visitou a Capital pela primeira vez. “Papai me levou pra ver o mar do Passeio Público. Foi um encantamento tão grande”, lembra, como se a maré verde brotasse dos próprios olhos.
Fugindo da seca de Limoeiro do Norte, o pai e a mãe de Eugênio o fizeram nascer em Fortaleza, mas, antes mesmo de completar um ano, o menino retornou ao berço interiorano devido a uma proposta de emprego que o pai recebeu. “Eu era o ‘menino de Fortaleza’, as pessoas achavam isso importante, mas eu não sabia o que era aquilo, ficava incomodado”. Somente seis anos depois, ele visitou a Capital pela primeira vez. “Papai me levou pra ver o mar do Passeio Público. Foi um encantamento tão grande”, lembra, como se a maré verde brotasse dos próprios olhos.

